Imagem ilustrativa da imagem Caminhoneiros e polícias desmentem 'fake news'
| Foto: Gina Mardones/Folha de Londrina



Se você recebeu alguma corrente no WhatsApp ou viu o feed de notícias no Facebook com informações de uma nova greve dos caminhoneiros na próxima segunda-feira (4), tais informações não foram confirmadas pelos órgãos de segurança responsáveis pelas estradas e nem por representantes da categoria.

Pelo menos é o que garantem oficiais das polícias Rodoviária Estadual (PRE) e Federal (PRF) e o próprio presidente Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros de Londrina e Região), Carlos Dellarosa, , conforme adiantado pela FOLHA na manhã desta sexta-feira (1º). "Não há motivo de uma nova paralisação porque o governo federal concordou em reduzir R$ 0,46 do litro do diesel nas bombas, um dos pontos cruciais para o encerramento das mobilizações. Como houve consenso, não vejo motivo para novas manifestações", alertou o sindicalista, que espera o repasse da redução de R$ 0,46 das distribuidoras para as bombas de combustíveis em até uma semana.

LEIA MAIS
Governo monitora notícias falsas sobre retomada de paralisação

A possível reorganização do movimento nas estradas do Brasil foi desmentida também pelo tenente Marcos Kenzo. Após conversas pelo telefone com o próprio Dellarosa, o representante da PRE afirmou que a chance é de "99,9%" da greve não acontecer. Mesmo com os boatos virais, Kenzo afirmou que "os policiais estão atentos a qualquer movimentação estranha". Posicionamento semelhante tem o comandante da PRF na região de Londrina, Marcos Pierre Carvalho. "Nosso setor de inteligência está trabalhando forte para apurar essas declarações, mas não há nenhuma confirmação", ponderou.

Segundo o inspetor-chefe da PRF, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar as informações que correm as redes sociais. "Acreditamos que são declarações inverídicas, feitas inclusive por pessoas que querem causar medo e transtorno na sociedade. Nos últimos dias, a greve dos caminhoneiros estava difusa, ou seja, sem um foco específico de reivindicação. Isso possibilitou a formação de protestos paralelos no mesmo período da paralisação nacional dos condutores, mas que não tinham nenhuma relação", observou.

Como antídoto de "fake news", Pierre considerou o ato de checar em "fontes fidedignas" como "essencial" para evitar compartilhamentos indevidos. "Os boatos sempre existiram, mas precisamos desmontá-los com a consciência de que espalhar esse tipo de conteúdo só traz prejuízos", completou.

mockup