Porto Alegre, 13 (AE) - Os caminhoneiros do Rio Grande do Sul não planejam entrar em greve neste ano, embora continuem descontentes com a morosidade nas negociações com o governo federal. Advertem que, devido a isto, a situação poderá mudar em janeiro. "Temos uma reunião pré-agendada para o dia 9, em Brasília, com o ministro (Eliseu Padilha, dos Transportes)", informou hoje (segunda-feira) o secretário-geral da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina (Fecam), André Costa. A Fecam reúne 29 sindicatos dos dois Estados. "O pessoal está apreensivo com a demora", reparou.
Ele sustentou que a União Brasil Caminhoneiro (UBC), dirigida pelo sindicalista Nélio Botelho, e que prometeu uma paralisação para esta semana, não possui nenhuma expressão no Sul. "Infelizmente, o ministro Padilha atribuiu ao Nélio uma representatividade que ele não tem", criticou.
A maior reclamação dos caminhoneiros do Sul, segundo Costa, é a tarifa dos pedágios privados. "Até hoje, nem os governos que permitiram estes pedágios nem os consórcios que assumiram a cobrança deram uma resposta satisfatória sobre os valores cobrados da população", opinou.

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