Caminhoneiros do PR aderem à greve
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quinta-feira, 22 de agosto de 2002
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os caminhoneiros do Paraná oficializaram ontem a adesão à greve nacional marcada para o próximo dia 25. Cerca de 80 mil caminhoneiros no Estado vão parar por tempo indeterminado a partir da zero hora de domingo. Eles vão seguir a orientação do movimento nacional e deixar os caminhões em casa a partir desse dia, em vez de trancarem as rodovias, como era comum em outras paralisações.
O Sindicato dos Caminhoneiros do Paraná (Sindicam) já tinha decidido aderir à greve, como a Folha noticiou no dia 9 de agosto. Líderes sindicais do Estado participaram do encontro nacional da categoria em Presidente Prudente, realizado nos dias 7 e 8 deste mês, quando ficou acertada a paralisação. De acordo com o contador do Sindicam, Cláudio Tortelli, a principal reivindicação é mais segurança nas estradas. ''O grande problema é que muitos caminhoneiros estão sendo mortos. O dinheiro a gente dá um jeito, mas não dá para recuperar as vidas'', observou.
O movimento, chamado de ''Paradão dos Caminhoneiros'' deve ter o apoio de sindicatos de todo o Brasil. Os caminhoneiros têm algumas reivindicações consideradas imprescíndiveis para o retorno das atividades: mais segurança nas estradas; redução de 30% no preço do óleo diesel e congelamento desse valor por seis meses; cumprimento do vale-pedágio; cumprimento da lei que determina que a responsabilidade das cargas seja do embarcador; extinção dos modelos bi-trem e redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para cooperativas renovarem a frota.
De acordo com Tortelli, o movimento grevista espera uma resposta do Ministério dos Transportes. Segundo ele, a negociação será feita com o governo federal. Os líderes do movimento dizem que tentaram negociar com o ministério, que não atendeu nenhuma solicitação, e por isso decidiram pela greve.


