Dimitri do Valle
De Curitiba
Uma possível greve dos caminhoneiros paranaenses dependerá dos desdobramentos que ocorrerem nesta segunda-feira em Curitiba. A Assembléia Legislativa vota a antecipação do pagamento do IPVA a partir das 14 horas. Empresários e motoristas prometem um buzinaço no Centro Cívico contra a proposta do governo do Estado. Já os representantes do movimento União Brasil Caminhoneiro aguardam resposta do secretário dos Transportes, Heinz Herwig, sobre a pauta de reivindicações que defende mudanças nos preços do pedágio.
‘‘Se a resposta do secretário não for favorável ao caminhoneiro, vamos partir para a greve a partir da zero hora de terça-feira’’, anunciou ontem o líder do movimento União Brasil no Paraná, André Felisberto. O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Valmor Weiss, confirmou que a entidade vai fazer manifestações amanhã no Centro Cívico contra a antecipação do IPVA. ‘‘Está sendo muito fácil para o governo do Estado transferir este ônus para os empresários’’, comentou Weiss, que na sexta-feira teve de receber fiscais da secretaria da Fazenda em suas duas empresas. Ele acredita em retaliação do governo por causa das críticas contra a antecipação.
No estado de São Paulo, os caminhoneiros ameaçam iniciar uma paralisação hoje em protesto contra a manutenção do preço do pedágio nas rodovias privatizadas pelo governo estadual. O início da greve, que pode ser a segunda deste ano – os caminhoneiros pararam por quatro dias em julho – foi anunciado sexta-feira pelo presidente da União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho.

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