Caminhoneiros do Mercosul ameaçam bloquear fronteiras
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quinta-feira, 05 de dezembro de 1996
Agência Reuter 
Trabalhadores de transporte pretendem bloquear as principais fronteiras do Mercosul no dia 16 de dezembro, um dia antes do encontro dos presidentes do bloco em Fortaleza.
A decisão foi adotada ontem, em uma reunião conjunta de dirigentes das maiores federações de transporte da Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Chile, realizada em Assunção, capital do Paraguai.
Esta (o bloqueio fronteiriço) é uma das várias medidas que vamos tomar até que os governos dos países do Mercosul incluam cláusulas sociais para os transportadores da região, disse Percio Duarte, secretário-geral da União de Sindicatos de Trabalhadores do Transporte do Paraguai (USTT).
Segundo uma decisão tomada na reunião, o bloqueio durará 36 horas e consistirá em estacionar veículos pesados nas rodovias para interromper o trânsito.
O plano de ação inclui o fechamento da fronteira entre a Argentina e o Uruguai, na cidade de Paso de los Libres, cujo fluxo de caminhões chega a mil por dia.
A divisa entre a Argentina e o Chile, em Las Cuevas, uma das mais importantes ligações entre os dois países, também poderá ser fechada pelos sindicalistas, assim como a fronteira entre Brasil e Uruguai, na cidade gaúcha de Uruguaiana, com um fluxo diário de 1.500 caminhões.
Um outro ponto a ser bloqueado é a Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu à Ciudad del Este, no Paraguai, com um tráfico de 400 veículos pesados por dia, sem considerar os finais de semana prolongados e feriados, quando milhares de brasileiros vão à cidade para fazer compras.
Reivindicações Os sindicalistas apresentarão uma lista de pedidos, incluindo reivindicações salariais, aos chefes de Estado da região, que estarão em Fortaleza em 17 de dezembro.
Pedimos aos governos a elaboração de um convênio para regular a relação trabalhista do setor de transporte e o nivelamento do salário dos trabalhadores do setor com base no melhor contrato existente na região, disse Duarte.
Se não obtivermos uma resposta favorável às nossas reivindicações, seguiremos com bloqueios internos em cada país e promoveremos uma greve geral de 36 horas, afirmou


