Caminhoneiros decidem dar trégua de 1 mês
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2001
Dimitri do Valle De Curitiba 
Governo federal e representantes dos caminhoneiros em greve acertaram ontem em Brasília uma trégua de 30 dias. Depois de seis horas de reunião, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, concordou em analisar as reivindicações da categoria, que também prometeu não retomar a paralisação, suspensa no sábado passado.
Apesar do aparente consenso, o resultado da reunião poderia ser melhor, na opinião dos líderes do movimento. A reunião foi válida, mas não deu aquilo que esperávamos. A gente achava que alguma coisa iria começar a ser revista, disse Neuri Leobet, presidente da Associação dos Caminhoneiros de Ponta Grossa e Campos Gerais.
Uma das expectativas das lideranças era escutar de Padilha uma posição mais concreta sobre a fixação do pedágio a R$ 1,00 por eixo de caminhão. Como resposta, o ministro se ateve a receber as propostas e pedir prazo de um mês para analisá-las. A volta do diálogo, no entanto, foi recebida como um sinal de otimismo.
Os caminhoneiros foram convidados por Padilha a participar do encontro nacional de secretários estaduais de transportes, marcado para o dia 3 de março, em Curitiba. O ministro defendeu que o caminhoneiro não pague o vale-pedágio, contou Leobet. Segundo os caminhoneiros, o benefício é embutido no preço do frete pelas empresas que contratam os serviços de transporte.
Também ficou acertado na reunião de ontem que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) deve decidir, em uma de suas próximas reuniões, a criação de uma tabela de referência estadual de frete para os caminhoneiros.
Privatização O ministro Padilha autorizou ontem o recebimento dos documentos de pré-qualificação para a concessão de quatro lotes de rodovias federais e, em seguida, suspendeu o processo licitatório. A medida vale até que o Tribunal de Contas da União (TCU) dê seu parecer sobre a licitação.
Segundo o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) 28 licitantes entregaram os documentos ontem à tarde na Companhia Brasileira de Liquidação Custódia, em São Paulo. Entre eles, há consórcios e empresas que participam sozinhas.
Os trechos que serão privatizados localizam-se nas regiões Sul e Sudeste do Brasil: lote 7 (BR-153/SP), lote 8 (BR-116/PR/SC), lote 9 (BR-393/RJ) e lote 10 (BR-101/RJ). Eles fazem parte da segunda fase do programa de desestatização das rodovias federais, que pretende conceder cerca de 2,5 mil quilômetros de estradas à iniciativa privada. (Com agências)


