Caminhoneiros de Santos protestam ficando em casa
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de julho de 1999
Por Zuleide de Barros (especial para AE) 
Santos (SP), 26 (AE) - Cerca de 900 caminhoneiros que transportam cargas no Porto de Santos aderiram ao movimento nacional da categoria, cruzando os braços hoje. O presidente da Associação Comercial dos Transportadores Autônomos da Baixada, José Borges da Silva, disse que os caminhoneiros santistas, que operam com carga e descarga de granéis sólidos no porto, resolveram permenecer em casa, evitando qualquer tipo de confronto, como a paralisação de estradas ou fechamento de pedágios.
"Não podíamos deixar de aderir a um movimento que busca maior atenção para o setor, que vem sendo penalizado com os constantes reajustes dos combustíveis e aumento das praças de pedágios, o que vem encarecendo cada vez mais o preço dos fretes", afirmou.
O representante dos transportadores disse que é preciso que todo mundo saiba que a tarifa de pedágio de uma carreta é de R$ 24, só no Sistema Anchieta-Imigrantes. "Mas isto não é nada para quem é obrigado a trafegar com frequência pela Anhaguera, como é o caso de muitos caminhoneiros que costumam levar cargas para Uberaba, passando por nada menos que dez praças de pedágio", observa.
O líder dos caminhoneiros ressalta que só neste ano houve quatro reajustes de combustíveis e que a categoria não tem como repassar os custos para o frete. "Estamos trabalhando praticamente de graça, à espera de dias melhores, já que não podemos abandonar nosso ganha-pão", completa.


