Caminhoneiros criam serviço para transportar carga excessiva
Curitiba Por enquanto alguns proprietários de cavalos (parte do caminhão que puxa a carreta) são os únicos que estão lucrando com a queda da ponte na BR-116. Como o Dnit proibiu que caminhões com mais de 45 toneladas atravessem a ponte intacta, o que afeta os veículos bitrens (que levam duas carretas), os caminhoneiros estão levando, por R$ 50, a segunda carreta dos bitrens para o outro lado da ponte. Dois postos de gasolina, um no sentido Curitiba/São Paulo e outro no sentido oposto, estão abrigando os caminhões desde sábado, quando começou a vigorar a proibição.
''No domingo fiz seis viagens. É uma forma melhor de ganhar dinheiro do que estar na estrada'', afirmou o caminhoneiro de Curitiba Paulo Roberto Nogueira da Silva. Ontem, o movimento estava fraco para os donos de cavalos, já que o trânsito mais intenso de caminhões na rodovia é de quinta-feira a domingo. ''Nós que desmontamos as carretas. Fazemos todo o trabalho'', conta o caminhoneiro de São José, região metropolitana de Florianópolis, Jocemar Ferreira. O caminhoneiro afirmou que viajou de Santa Catarina para o Paraná só para fazer esse serviço. ''Agora está muito ruim de frete'', justificou.
Para quem não quer pagar os R$ 50 a solução é fazer a viagem em dupla. ''Fazemos frete para uma empresa e estamos andando juntos. Assim fazemos revezamento para levar a carga para o outro lado da ponte'', contou o caminhoneiro Valdir Timóteo dos Santos, que levava um caminhão de 58 toneladas. ''A gente leva uma hora para fazer todo o processo. Mas ainda é bem melhor do que fazer o desvio, que aumenta em 200 quilômetros a viagem'', afirmou o caminhoneiro Walmor Michalack. Ele também trabalha para uma empresa e está andando em dupla para driblar o problema na ponte.(A.B.)





