São Luiz do Purunã A praça de pedágio de São Luiz do Purunã, na BR-277, no trecho que liga Curitiba a Ponta Grossa, ficou bloqueada durante todo o dia de ontem por caminhoneiros que transitavam nos dois sentidos da rodovia. O protesto começou perto das 8 horas e só por volta das 19 horas os caminhoneiros começaram a desbloquar as pistas. A concessionária Rodonorte, que administra o trecho afetado pelo protesto, conseguiu uma liminar, no começo da tarde, determinando a reintegração de posse, mesmo que para isso fosse necessária a força policial.
A Polícia Militar deslocou quase 200 homens da Tropa de Choque para o local, mas a desocupação acabou sendo pacífica. No início da noite, o ex-deputado Acir Mezzadri, um dos líderes do movimento, informou que ainda ontem as demais lideranças iriam se reunir para discutir a continuidade do protesto. Ele acreditava que a partir de hoje pode haver uma paralisação total do setor de transporte no Paraná, avançando inclusive para outras praças de pedágio.
No início do protesto os caminhoneiros fecharam 13 das 15 cancelas da praça de pedágio, liberando apenas carros de passeio, ambulâncias, ônibus e motocicletas. À tarde, os ânimos se acirraram e até mesmo algumas ambulâncias ficaram presas no congestionamento. As principais reivindicações da categoria são o cancelamento do reajuste da tarifa do pedágio, a redução em 50% dos valores da tarifa e repasse dos contratos firmados com as concessionárias para o Movimento Transporte Cidadão.
O protesto teve adesão voluntária de vários caminhoneiros. Pela manhã a fila na praça de pedágio chegou a 15 quilômetros em cada um dos dois sentidos da BR-277. ''Queremos negociar com o governo do Estado e evitar que o assalto aos caminhoneiros seja ainda maior este mês'', alertou Sérgio Ricci, um dos líderes do movimento. Um documento com as reivindicações da categoria foi protocolado ontem nas secretarias de Estado de Tranportes, Segurança e Justiça.
No final da tarde, a assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu informou que as secretarias não tinham recebido nenhum documento. ''Se o governo não fizer nada, o movimento continua por tempo indeterminado'', ameaçava Ricci pela manhã. Atualmente, a Rodonorte, cobra uma tarifa de R$ 3,00 por eixo do caminhão que passa pela praça de pedágio.
O caminhoneiro Edilson da Silva Inácio da Cunha, 40 anos, pai de três filhos, disse ontem que gasta 70% do valor do frete com combustível e pedágio. Ele traz madeira de Santana do Livramento para Piraí do Sul (60 km de Ponta Grossa), e gasta R$ 50,00 com pedágio. ''Tem dois pedágios num trecho de apenas 30 quilômetros. Isso é um absurdo.''

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