Caminhoneiros argentinos realizam mais um bloqueio
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de novembro de 2001
Alexandre Palmar<br>De Foz do Iguaçu 
O protesto dos caminhoneiros argentinos impediu ontem a passagem de caminhões estrangeiros na fronteira de Foz do Iguaçu com Puerto Iguazú, e em outras fronteiras da Argentina, pelo segundo dia consecutivo. O bloqueio está montado próximo a Ponte Tancredo Neves (Brasil/Argentina). O objetivo é forçar o governo federal a regular o agenciamento de fretes por brasileiros e chilenos considerados ''desleais''.
Os reflexos dos piquetes podem ser notados no movimento da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) em Foz onde obrigatoriamente os caminhoneiros, independente da nacionalidade, precisam passar para despachos os produtos. Em período normal, entre 160 e 200 cargas são importadas e exportadas para Argentina. Durante os dois dias do manifesto, cerca de 40 passaram pela unidade. ''Os estrangeiros agenciam 95% do transporte na Argentina. Não podemos competir por causa da diferença cambial'', argumentou Adolfo Velazquez. Segundo ele, um brasileiro cobra em média US$ 350,00 (R$ 945,00) pelo frete de Buenos Aires a Foz, enquanto os argentinos cobram US$ 1,2 mil (R$ 3,2 mil). ''Não podemos baixar o valor porque pagamos muitos impostos'', disse.


