Curitiba- O caminhoneiro Jair Pedro Fritzen, de 33 anos, que foi diagnosticado com doença de Chagas, em Curitiba, deixou, ontem, o Hospital Nossa Senhora das Graças, depois de passar dez dias internado. De acordo com o médico infectologista Clóvis Arns da Cunha, o caminhoneiro teve sensível melhora clínica. Ele apresentava uma cardite aguda detectada através do eletrocardiograma devido à ação do protozoário Trypanosoma cruzi, que age no sangue e nos tecidos humanos e pode provocar insuficiência cardíaca. ''Fizemos um novo eletrocardiograma que demonstrou uma melhora sensível. O tratamento ainda dura mais 50 dias. Acreditamos que ele possa ser efetivamente curado'', afirmou o médico.
Fritzen recebe medicamento via oral, que pode matar o protozoário na fase inicial de infecção aguda. Dados médicos revelam que 50% dos pacientes que têm infecção aguda podem ter a forma crônica (dilatação de órgãos como coração, intestino grosso e esôfago) depois de 10 ou 20 anos. O caminhoneiro adquiriu a doença depois de ter tomado, em 13 de fevereiro, caldo de cana na BR-101, em Navegantes (SC).
A menina de cinco anos, de Curitiba, que estaria com o mal de Chagas, deixou o Hospital de Clínicas (HC), ontem, depois que o novo exame deu negativo. O Ministério da Saúde já havia descartado que a paciente e uma mulher que fez a coleta de sangue no Hospital Nossa Senhora das Graças tivessem relação com o surto de Santa Catarina.
Com a descoberta do foco do barbeiro infectado no quiosque da Penha II, em Navegantes, a Secretaria de Saúde de Santa Catarina restringiu a data de possível contaminação entre 13 e 20 de fevereiro. A orientação é que apenas as pessoas que tomaram o caldo de cana naquele local e nesse período e, também, as que apresentarem sintomas da doença procurem as unidades de saúde para o exame.(Colaborou Andréa Lombardo)

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