Caminhoneira dispensa rádio até no carro
A motorista de caminhão Marilene Oliveira Lima, de 56 anos, é daquelas que ''não gosta de barulho'' para trabalhar. Por isso, optou por não ter rádio em seu caminhão. ''Eu gosto de silêncio, para prestar mais atenção no que faço. É uma responsabilidade grande'', diz.
Todo dia são pelo menos oito horas no trânsito de Londrina e de cidades da região, como Cambé e Maringá, onde faz entregas. O vidro está sempre aberto, mas o barulho não a incomoda, assim como o som do trânsito.
Nem no Fusca, que ela usa para voltar para casa, ao final de um dia de trabalho, ela tem rádio. Os sons ficam reservados para a noite, quando costuma ouvir rádio e ver TV, e aos finais de semana, quando gosta de frequentar bailes. ''Aí, tudo bem'', ressalta.
O motorista de van Sérgio Chico Piai, de 39 anos, que faz transporte escolar, colocou DVD no veículo para os passageiros, mas tomou o cuidado de deixar a regulagem do som mais alto atrás e mais baixo na frente. ''Fiz isso para ficar mais tranquilo, para não atrapalhar mesmo'', afirma.
Há 13 anos trabalhando como motorista, ele diz que praticamente não sente os efeitos do barulho no trânsito, apesar de pegar os horários de maior movimento de veículos, na saída e entrada das escolas. ''Às vezes não tem como, mas a gente sempre procura ir pelos locais de menos fluxo de trânsito. Aí tem menos barulho'', diz.(C.P.)





