Caminhar para prevenir osteoporose
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de abril de 2006
Deborah Bresser<br>Agência Estado 
Fantasma que ronda mulheres no climatério, a osteoporose assusta, mas pode ser enfrentada com um ato simples: andar. Fazer caminhadas pode deixar os ossos mais fortes e retardar o aparecimento da doença. Só que para isso é preciso saber andar. Verdade. Todo mundo acha que já aprendeu a caminhar, mas a fisioterapeuta Maria Christina Rodrigues e a psicóloga Márcia Martins, responsáveis pela Volutah Recursos Gestuais, garantem que dá para se aperfeiçoar nesse movimento espontâneo.
Para se ter bons resultados, é importante que a atividade física se baseie num bom apoio dos pés, na distribuição da pressão adequada sobre o solo, numa transmissão homogênea dos estímulos recebidos pelo corpo e no encontro do ritmo ideal para os movimentos realizados, explica Maria Christina.
Especificamente para mulheres na fase da envelhecência - que vai dos 40 aos 60 anos -, foi desenvolvido pela Volutah o + 40, um programa de exercícios que desenvolve a percepção corporal, aperfeiçoa o contato do pés com o chão e auxilia na compreensão do papel que cada um dos ossos desempenha no deslocamento.
Para fazer da caminhada um remédio, é necessário conhecer o mecanismo individual do movimento, aprender a usar a pressão da gravidade a favor do corpo, ter consciência de como transmitir a força do impacto do solo pelo esqueleto até a cabeça.
O programa de vitalidade óssea tem 15 aulas, cada uma com um conceito diferente. Há desde caminhadas no parque para treinar, até lições em classe para analisar o andar. Inicialmente os exercícios são realizados com a aluna deitada ou sentada. No momento em que ela levanta, já passou pelo conhecimento da pressão, do alinhamento e da transmissão da força. As pessoas são estimuladas a encontrar outras maneiras de se relacionar com o chão, explica a fisioterapeuta.
O programa não se esgota nas 15 aulas. É feito um acompanhamento ao longo de oito meses. A experiência clínica da Volutah mostra que a postura das pacientes melhora, elas ficam mais eretas, passam a andar com mais equilíbrio, com melhor coordenação e controle da respiração. As densitometrias, ao final de 2 anos de análise, revelam que não há perda de massa óssea. Depois de uma certa idade, não ter perda já é um ganho, garante Maria Christina.


