Camex quer mais recursos para atingir meta de exportações
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quinta-feira, 13 de abril de 2000
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 14 (AE) - A direção da Câmara de Comércio Exterior (Camex) tem conversado com a equipe econômica do governo sobre a possibilidade de aumentar os recursos do programa. Segundo Roberto Giannetti, secretário-executivo da Camex, o governo vai continuar perseguindo a meta de atingir US$ 100 bilhões por ano com a venda de produtos para o mercado externo a partir de 2002. Mas ele lembrou que não há compromisso de que isto ocorra na data prevista. Atualmente, as exportações anuais do Brasil não chegam a US$ 50 bilhões.
"Estamos mais preocupados em traçar metas qualitativas para a balança comercial", disse o secretário. "Queremos atingir um superávit comercial de US$ 15 bilhões em 2002." Segundo ele, o cenário para o alcance da meta seria um crescimento, já a partir deste ano, de 15% a 20% nas exportações
e de 5% a 7% nas importações, aliado a um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% a 5% ao ano.
Entre 26 e 28 de abril uma missão brasileira, com representantes do governo e empresários, irá à Venezuela acertar com a companhia de petróleo estatal PDVSA a inclusão de empresas brasileiras nas concorrências para compras de equipamentos para exploração e produção de petróleo. Giannetti, que fará parte da missão, afirmou hoje que a PDVSA compra cerca de US$ 1 bilhão em equipamentos a cada ano.
Haverá um acerto também para que os fornecedores qualificados da Petrobras estejam automaticamente aptos a participar das concorrências da empresa venezuelana. A empresa de financiamento para comércio exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES-Exim) está disposta a dar apoio às exportações dos equipamentos para a indústria do petróleo, garantiu Gianetti.
O diretor do BNDES-Exim, Renato Sucupira, também participará das negociações. O acordo com a Venezuela faz parte da iniciativa da Camex de alavancar a exportação de produtos de maior valor agregado.
Giannetti também pretende reformular o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) nos próximos meses. "O Proex tem poucos recursos, hoje da ordem de R$ 800 milhões, para uma demanda potencial de R$ 2 bilhões", afirmou o secretário.


