Camelô tinha audiência marcada no processo contra o ex-secretário savelli17/Mar, 21:02 Por Fábio Diamante São Paulo, 17 (AE) - O camelô Gilberto Monteiro da Silva de 37 anos, assassinado na manhã de ontem com nove tiros, estava prestes a receber intimação judicial para ser interrogado como testemunha de acusação no processo-crime contra o ex-secretário das Administrações Regionais (SAR) Alfredo Mário Savelli. O juiz Sydnei Celso de Oliveira, titular da 4.ª Vara Criminal Central, já havia marcado interrogatório do camelô para os dias 26 e 27 de abril. Silva foi uma das principais testemunhas que acusaram o então deputado estadual Hanna Garib de chefiar esquema de cobrança de propina de ambulantes no Viaduto Santa Ifigênia, em São Paulo. As denúncias, que resultaram na cassação de Garib, detalhavam esquema de corrupção na Administração Regional da Sé. Acusação - Savelli foi interrogado pelo juiz no dia 29 de fevereiro. Ele é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por crimes de formação de quadrilha e prevaricação. Ocupando o cargo de secretário das Administrações Regionais, Savelli, segundo a promotoria, tinha conhecimento do esquema de cobrança de propinas e acobertava alguns subordinados. Savelli, que também foi secretário de Vias Públicas, foi condenado na semana passada a devolver aos cofres municipais aproximadamente R$ 40 milhões pelo superfaturamento no serviço de coleta de lixo nas Regionais de Vila Mariana-Vila Guilherme, Penha e Mooca. Além disso, a Justiça suspendeu seus direitos políticos por cinco anos. A reportagem tentou entrar em contato com o ex-secretário Savelli, mas não conseguiu encontrá-lo. A reportagem deixou recados na residência, na caixa postal de seu telefone celular e no escritório do ex-secretário, mas não obteve resposta.

mockup