Washington, 23 (AE) - O diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, enfatizou que o Brasil não está de forma nenhuma, num estágio em que a complacência se justifique. "O Brasil deve estar satisfeito pela notável virada de expectativas criada pelo programa, mas, agora, é um momento de perseverar". Segundo Camdessus, se o Brasil se estabilizar, voltará a crescer mais rapidamente e poderá começar a enfrentar os seus problemas fundamentais, que são de natureza social, principalmente a má distribuição de renda. Camdessus, referindo-se diretamente à baixa taxa de aprovação do presidente FHC, indicou que não está preocupado. Disse que "estas coisas são cíclicas e os políticos sabem lidar com estes problemas e, ao mesmo tempo, fazer o seu trabalho". Sobre a economia mundial, Candessus afirmou que, apesar dos indicadores positivos de crescimento, com expectativa de retomada no Japão, ásia e Europa, ta mbém não é momento para complacência. Um dos temas da reunião do FMI e do Bird será a continuação do processo de perdão de dívida oficial dos países mais pobres, entre os quais não está o Brasil. Paralelamente, deve ser tratado da "arquitetura financeira mundial". O ministro Pedro Malan deve chegar daqui a pouco para reunião preparatória para a reuião anual do FMI e Bird.

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