São Paulo, 27 (AE) - O mercado de câmbio abre hoje sem uma tendência definida e deve continuar acompanhando o cenário externo. O destaque - negativo - do dia no noticiário externo hoje é o Equador, que anunciou moratória parcial no pagamento dos juros de sua dívida em títulos bradies. Alguns operadores consideram que a notícia é suficiente para que o dólar - que já vem sendo impulsionado por amortizações - volte a subir diante do real hoje. Outros, contudo, advertem que a moratória equatoriana, embora preocupante, era esperada, podendo, assim, ter efeito reduzido sobre os negócios. Citam o caso do C-Bond, principal brady brasileiro, que opera com ligeira alta no exterior, embora com liquidez inexpressiva.
Mas não é apenas o Equador que ganha espaço no noticiário hoje entre os países latino-americanos. Também a Colômbia chama a atenção. O país abandonou na sexta à noite o sistema de bandas e sua moeda terá hoje o primeiro teste na livre flutuação. O governo colombiano aposta que o peso não vai ficar estável. A notícia positiva do dia vem, por ora, de Nova York. O índice S&P futuro, que sinaliza abertura da bolsa de Nova York, operava instantes atrás em alta de 0,85%. Se NY for bem, operadores acreditam que eventuais efeitos do Equador serão amenizados e o dólar pode até recuar diante do real. Ainda no exterior, o mercado acompanha o desempenho do dólar contra o iene (duas moedas estavam estáveis até há pouco). O mercado internacional não parece empolgado com a reunião do G-7 deste fim de semana, em que os países se manifestaram em favor de uma flexibilização monetária no Japão em troca de ajuda externa para o país evitar maior valorização do iene. A bolsa de Tóquio, que recuou 0,3%, não mostrou entusiasmo. No noticiário interno , por ora, operadores não vem fatos que possam agitar o câmbio.

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