São Paulo, 23 (AE) - Alguns dos sinais externos nesta manhã indicam que o dia pode ser novamente de cautela, na opinião de profissionais do mercado de câmbio. As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa (Tóquio em queda de 1,10%, Hong-Kong em -2,06% e Coréia em -7%), em reação ao pronunciamento de ontem do presidente do FED, Alan Greenspan. O índice S&P, que sinaliza como deve abrir a Bolsa de Nova York, registrava ligeira alta, de 0,09% há pouco. O juro do T-Bond também há pouco subia para 6,013% ao ano. Para os operadores, a preocupação com o cenário externo, que inclui também a Argentina
além de Nova York e ásia, deve manter o mercado de dólar mais sensível para a alta do que para a acomodação. Internamente, inspiram cautela também as disputas judiciais em torno da CPMF e Cofins (a mais importante é a liminar em Minas Gerais que impede o recolhimento da CPMF no estado, que ainda não foi cassada). "O mercado está mais suscetível a notícias ruins do que às boas hoje", afirma um operador. Entretanto, os profissionais observam que este final de mês promete ter um fluxo de recursos externos ligeiramente positivo, em função de algumas emissões no exterior (Unibanco e Banco do Brasil, principalmente) e ingressos referentes a privatização.
Caso o cenário externo se acomode, é até possível que essas entradas acabem forçando a moeda a ceder. "Mas, se isso ocorrer, será por razões técnicas. O clima ainda é de apreensão", observa um operador. (Lucinda Pinto)

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