São Paulo, 15 (AE) - O Grupo Camargo Corrêa já decidiu que em 2000 deverá investir R$ 281 milhões no crescimento de suas empresas. Só na área de cimento, com a construção de uma fábrica com capacidade para produzir 5 mil toneladas de cimento/dia, em Minas Gerais, está investindo ao longo de três anos, US$ 180 milhões, anunciou o seu presidente, Raphael de Freitas.
Para a construtora a sua maior obra no momento é a Hidrelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins, onde se construirá a segunda fase, o que vai agregar mais 4.000 megawatts na sua capacidade de geração, que chegará no fim a cerca de 8.000 megawatts. Além da segunda fase da hidrelétrica também construirá uma eclusa para permitir a navegação no rio até Belém. Raphael de Freitas anunciou que "no pico obras se terá trabalhando no canteiro de obras, cerca de 10 mil pessoas, sem contar os empregos indiretos que serão criados". O início de operação da primeira turbina da segunda fase, ocorrerá em dezembro de 2002.
A prestação de serviços da Camargo Corrêa para as obras e algumas montagens chegam a R$ 500 milhões. Serão instaladas mais dez turbinas, com capacidade de 350 megawatts cada uma. "Tucuruí vai chegar em boa hora, justamente quando se fala em falta de energia e Além do mais, hoje há o linhão Norte-Sul que trará parte da energia gerada para o Sul/Sudeste do País, além de fornecer energia para o Norte e o Nordeste, que também estão interligados", disse Freitas, que participou da instalação de Tucuruí desde 1977 até o desvio do rio, em 1981.
Raphael de Freitas, que assumiu a presidência do grupo no lugar de Alcides Tápias, que foi para o Ministério do Desenvolvimento, salientou que vai continuar focando a sua atuação nas áreas de construção, concessões de rodovias (participa da Nova Dutra, da Rodovia dos Lagos, no Rio; na Nova Ponte, também no Rio; na Autoban em São Paulo, e outras), energia, saneamento e de cimento, que é a área industrial. Ele também anunciou que para a exploração do silício, o Grupo Camargo Corrêa analisa a possibilidade de ter um parceiro estratégico. "O setor é formado por grandes players, para entrar para valer, temos de ter um sócio estratégico", explicou. Ele disse a Camargo Corrêa, que participa da holding VBC em companhia dos Grupos Bradesco e Votorantim, também está interessada nas futuras privatizações do setor elétrico, como na da Companhia de Geração do Tietê, a ser leiloada no dia 27.

mockup