São Paulo, 30 - A Camargo Corrêa construirá a fase 2 da Hidrelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins, além de um sistema de eclusas na barragem, permitindo a navegabilidade naquele rio, na Amazônia. Os investimentos para mais esta obra em Tucurui, que hoje gera 4 mil megawatts, são estimados em cerca de US$ 2 bilhões e a transformará na maior hidrelétrica inteiramente nacional. Itaipu tem como sócio o Paraguai.
A ampliação do poder de geração de Tucuruí faz parte do plano estratégico do governo para ampliar a geração de energia na região Norte do País. As obras já se iniciaram e deverão levar cerca de 4 anos. A ampliação era um desejo do empresário Sebastião Camargo, já morto, e fundador da Camargo Corrêa, que também construiu a primeira etapa de Tucuruí. A hidrelétrica ao ser construída, já previa uma segunda fase.
"Tudo foi preparado para que se tivesse uma segunda fase, que vai agregar mais 4 mil megawatts à Tucuruí, tornando-a uma grande hidrelétrica de 8 mil megawatts de potência", afirmou um executivo envolvido nas obras. A Usina Hidrelétrica Tucuruí, concessão das Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A Eletronorte foi concebida para ser construída em duas etapas.
A primeira etapa encontra-se em operação comercial desde 1984 com uma potência total de 4 mil megawatts. A segunda, prevê a instalação de mais uma casa de força adjacente à primeira, com 4,1 mil megawatts instalados, complementando a motorização total de 8,1 mil megawatts e transformando a Hidrelétrica de Tucuruí na maior usina hidrelétrica inteiramente nacional e uma das maiores do mundo.
Tucuruí está situada no rio Tocantins, no Estado do Pará. O centro regional de maior importância é a cidade de Belém
a 300 quilomêtros à jusante da Usina. A hidrelétrica e o sistema de transmissão a ela associado são empreendimentos pioneiros no aproveitamento do vasto potencial energético da Região Amazônica e desde 1984 vem gerando e transportando crescentes blocos de energia para os centros consumidores das regiões Norte-Oriental e Nordeste, aí incluídos os grandes projetos eletrometalúrgicos estabelecidos nos Estados do Pará e Maranhão (Albrás, Alunorte, CCM, Alumar e Complexo Carajaí - CVRD).

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