Camargo Corrêa Cimento investirá R$ 270 mi em nova fábrica em MG
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segunda-feira, 23 de agosto de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 24 (AE) - A Camargo Corrêa Cimento pretende ampliar em 2 milhões de toneladas/ano sua capacidade de produção com a inauguração da nova fábrica em Ijaci, em Minas Gerais, prevista para meados de 2002, que terá investimentos de cerca de R$ 270 milhões. De acordo com o diretor finaceiro-administrativo da empresa, Silvio Rogério Marchiori, a opção por Minas se deve mais a questões de logística -proximidade das jazidas da empresa e do mercado consumidor- do que pelos incentivos fiscais oferecidos pelo Estado.
Segundo ele, a Camargo Corrêa Cimento antecipará recursos para o governo mineiro durante os 36 meses de construção da fábrica para investimentos em infra-estrutura que serão resgatados com a prorrogação pelo mesmo período do início do recolhimento do ICMS. A empresa já possui duas fábricas em Minas, nos municípios de Pedro Leopoldo e Santana do Paraíso, uma em Bodoquena (MS) e outra em Apiaí (SP).
O segmento de cimento responde hoje por 12% da receita bruta do Grupo Camargo Corrêa (R$ 3,7 bilhões/98) e, atualmente, detém cerca de 9% do mercado nacional. Marchiori, que apresentou ontem detalhes sobre o projeto Ijaci a empresários da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na sede da entidade, em São Paulo, disse que a nova fábrica utilizará equipamentos importados e nacionais na mesma proporção.
Por enquanto, explicou ele, a empresa não tem planos para exportação nem intenção de formar parcerias com empresas estrangeiras. "A exportação de cimento é muito complexa, principalmente pelo alto custo do transporte e pelo fato de o produto ser perecível", argumentou.
Apesar dos planos de expansão - outros R$ 50 milhões serão investidos nos próximos três anos na reestruturação da empresa e no lançamento de novos produtos - a Camargo Corrêa Cimento não espera crescer este ano. Segundo Marchiori, a expectativa da empresa é manter os mesmos resultados do ano passado, quando a receita líquida atingiu R$ 285,3 milhões. Marchiori disse que espera atitudes "mais fortes" do governo, principalmente em relação à reforma tributária que, segundo ele, está inviabilizando o País. "Hoje, as empresas estão sendo massacradas pela incerteza", avaliou.


