Brasília, 11 (AE) - O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, terá que explicar os critérios da agência reguladora para os reajustes diferenciados das tarifas concedidos para as empresas de geração e distribuição de energia. A Comissão de Minas e Energia da Câmara vota amanhã requerimento do deputado Renildo Leal (PTB-PA) para que o diretor da Aneel dê esclarecimentos sobre os aumentos das tarifas da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL); Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig); Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul) e Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat).
Estas concessionárias atendem a 21% do mercado nacional de energia elétrica, o que representam, juntas, 8,5 milhões de consumidores. Os índices variaram entre 12,23% (Cemig) e 6,98% (CPFL). A Enersul teve um aumento de 11,93% e a Cemat, 10,22%.
Segundo nota técnica divulgada pela agência reguladora, os reajustes autorizados levaram em conta os custos gerenciáveis e não gerenciáveis, como por exemplo, a energia comprada das geradoras. Os custos Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Reserva Global de Reversão (RGR) também incidiram nos percentuais concedidos pela Aneel.
"Tenho dúvidas sobre a fórmula aplicada pela agência", disse o deputado. "Por isso decidi apresentar o requerimento para que a Aneel possa dar as devidas explicações." A agência reguladora informou que os aumentos concedidos na semana passada estavam previstos nos contratos de concessão e se referem ao aniversário dos contratos. Até o fim do mês, a Aneel autorizará os reajustes das tarifas da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern); Empresa Energética de Sergipe S.A. (Energipe); Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba); Rio Grande Energia S.A. (RGE) e AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A. (AES Sul).

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