Câmara vota a gratificação na quarta
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quinta-feira, 18 de junho de 1998
Sônia Cristina Silva Agência Estado 
A Câmara vota na próxima quarta-feira o projeto de lei que concede gratificações aos professores das universidades federais. O acordo foi fechado ontem em Brasília entre parlamentares da oposição e da base de sustentação do governo no Congresso.
Para garantir a aprovação do projeto e pôr fim à greve de 80 dias, o Ministério da Educação se comprometeu a enviar até o dia da votação outros dois projetos, que atenderão os servidores técnico-administrativos e professores de 1º e 2º graus das instituições federais de ensino superior. Apesar das pressões, até agora esses profissionais não haviam sido incluídos nas negociações.
O líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG), disse que a idéia é votar o projeto de gratificação na quarta-feira e os dois outros até o dia 30. Ontem os deputados aprovaram o regime de votação urgentíssima para o projeto das gratificações. Mas o líder do PT na Câmara, Marcelo Deda (SE), afirmou que pretende votar os três projetos no mesmo dia. Segundo ele, a oposição vai lutar esta semana para fazer alterações no projeto dos docentes universitários.
A oposição faz restrições ao conteúdo da proposta do governo, que prevê gratificações diferenciadas de 20 a 48%, dependendo da titulação do professor (mestrado ou doutorado), regime de trabalho e do resultado de uma avaliação de desempenho em sala de aula e na produção científica. O que fizemos hoje foi avançar, ao abrir um canal de negociações, disse Deda. Ele defende um substitutivo ao projeto original do governo. Da forma como está, fica difícil aprovar.
Aécio Neves e Inocêncio Oliveira, líder do PFL na Câmara (PE), apelaram para o fim da greve de fome dos professores, que completa cinco dias nesta sexat-feira. Ontem eram 19 os participantes do protesto. Uma pessoa já havia sido atendida por um cardiologista, outra teve um desmaio provocado por hipoglicemia e a maioria tinha dor de cabeça e enjôo.


