Câmara negocia projeto para encerrar greve
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quarta-feira, 24 de junho de 1998
Agência Folha 
Governo e oposição tentavam votar ontem à noite o projeto que prevê a gratificação dos professores. Um acordo estava sendo fechado para garantir a aprovação da proposta. O governo cedeu um pouco e acenou com a possibilidade de dar um aumento salarial para os professores de 1º e 2ª graus ligados às universidades. Pela proposta, seria incluída no projeto uma bolsa com valores equivalentes à gratificação concedida aos professores universitários. A criação da bolsa seria a forma de contornar a proibição constitucional de a Câmara estender o benefício aos professores de 1º e 2º graus no mesmo projeto que prevê a gratificação para os professores universitários. Depois de aprovado pela Câmara, o projeto precisa ser votado pelo Senado e seguir para sanção do presidente da República. O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou que, se não houvesse votação do projeto, o país ficará em uma situação que só interessa àqueles que querem usar a greve por motivo político. Os professores universitários estão em greve há 86 dias.
Remédios A Câmara aprovou ontem o projeto de lei que torna inafiançáveis os crimes de falsificação de remédios e alimentos e que aumenta as penas para quem for condenado por essas práticas. O projeto, que precisa ainda ser aprovado no Senado, altera os artigos do Código Penal relativos a crimes contra a saúde pública. Quem falsificar remédios poderá pegar de 10 a 15 anos de cadeia e corre o risco de ficar preso por até 30 anos se o crime causar morte.


