Câmara não vota e Prefeitura de SP fica fora do contrato para construção do Rodoanel
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segunda-feira, 03 de janeiro de 2000
Por Andréa Portella 
São Paulo, 03 (AE) - A Prefeitura de São Paulo está, praticamente, fora do contrato para a construção do Anel Viário Metropolitano (Rodoanel). O governo do Estado estuda um modo de suprir os 25% da verba que deveria vir da Prefeitura e analisa projeto de antecipação da privatização da obra. A Câmara não votou a participação do Município no acordo no ano passado. "A Prefeitura ausentou-se", disse hoje o vice-governador Geraldo Alckmin (PSDB). "É uma ausência estranha porque o Município é o maior beneficiário".
A diretoria da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) está buscando novas formas de financiamento para tapar o buraco deixado pela Prefeitura. Estão sendo analisadas opções como uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos privados. No dia 17 de dezembro, o governador Mário Covas (PSDB) já havia dito que era melhor "esquecer" a Prefeitura. A Dersa também está estudando a concorrência que vai selecionar um grupo que possa desenvolver um modelo de privatização para o Rodoanel.
O projeto era construir os trechos oeste, norte e sul com verbas públicas (50% do governo estadual, 25% da Prefeitura e, pelo menos, 25% da União) e o trecho leste com o retorno desses investimentos. Isso só ocorreria em meados de 2007. Agora
o Estado fala em privatização para julho de 2001, quando apenas o trecho oeste deve estar pronto. Orçamento - Para que a Prefeitura destinasse a verba que deveria
seria preciso que a Câmara aprovasse o projeto que prevê a participação do Município. Mas disputas políticas e interesses de alguns vereadores impediram a votação. De acordo com dados da Dersa, o município deveria contribuir em 2000 com R$ 90 milhões. No Orçamento, porém, está previsto R$ 1 milhão. O custo total da obra ultrapassa os R$ 390 milhões e, até agora, Estado e União investiram R$ 102 milhões.
O secretário municipal de Comunicação Social da Prefeitura, Antenor Braido, afirmou que há interesse do prefeito Celso Pitta (PTN) em aprovar o projeto e esse "esforço" será feito já no início do ano. O problema, segundo ele, são os vereadores que não concordam com o projeto.


