Amã, 26 (AE-AP) - O parlamento da Jordânia rejeitou hoje (26)
em segunda votação, um projeto de lei que prevê punições mais severas para assassinatos de mulheres que "ferem a honra" de suas famílias. Os legisladores não apresentaram razões para sua persistente recusa, que reflete uma indiferença com os direitos das mulheres em uma sociedade machista como a jordaniana.
O projeto fora aprovado pelo Senado (com maioria governista) em dezembro, revogando um artigo controverso do código penal. Tal artigo permite que homens que tenham assassinado mulheres para restabelecer a honra familiar fiquem presos por no máximo um ano.
O projeto rejeitado hoje pelos deputados prevê que o crime por honra seja considerado um assassinato como outro qualquer, punível com pena de prisão perpétua.
Depois da rejeição de hoje, os 80 membros da Câmara deverão agora se juntar aos 40 senadores para realizar uma votação conjunta. De acordo com as leis parlamentares, o projeto será aprovado se conseguir maioria de dois terços.
Vários deputados argumentam que a lei atual é correta porque intimida as mulheres de cometer adultério. Pelo menos 25 jordanianas são mortas a cada ano pelos chamados "crimes de honra".

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