Um grupo de deputados federais estará no Rio na sexta-feira para interrogar o auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, que confessou ter assassinado cinco pacientes no Hospital Salgado Filho, onde trabalhava há anos. Os deputados integram a subcomissão externa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara que começa a investigar a possível existência, em outros Estados, de esquemas semelhantes sobre informações de mortes dadas a funerárias.
O secretário municipal de Governo do Rio, Airton Aguiar Ribeiro, disse ontem que a Prefeitura poderá rever as autorizações para as agências funerárias, caso fique provado no inquérito o envolvimento delas nos crimes cometidos pelo auxiliar de enfermagem. De acordo com denúncias de parentes das supostas vítimas de Guimarães, as funerárias agiam no Hospital Salgado Filho, o que é proibido pelo estatuto dos servidores.
O Conselho Federal de Enfermagem (Confen) deu prazo de 30 dias para o Conselho Regional mover um processo ético contra o auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães e cassar seu registro por causa das mortes no Hospital Salgado Filho. ‘‘Quem cassa o registro é o órgão federal, mas quem faz a sindicância é o Conselho Regional’’, explicou o presidente em exercício do Confen, Nelson da Silva Parreira.

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