Câmara estuda comissão processante contra vereador
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quarta-feira, 07 de julho de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas,SP, 8 (AE)- Dois partidos políticos, quatro sindicatos e uma entidade que reúne associações comunitárias protocolaram hoje na Câmara Municipal de Campinas, pedido para instalação de uma Comissão Processante contra o vereador João Dirani Júnior (PRP). Ele é acusado de quebra do decoro parlamentar e envolvimento no suposto esquema que reduziu ilegalmente o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para grandes empresas da cidade.
O pedido foi protocolado pelas bancadas do PC do B e PSDB; sindicatos dos Servidores Municipais, dos Funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dos Metalúrgicos, e dos Professores; e Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo. O presidente da Câmara, Tadeu Marcos (PMDB)
disse que está estudando a possibilidade de convocar sessões extraordinárias para discutir as acusações contra Dirani.
O vereador é acusado de prática de advocacia administrativa, por ter proposto "serviços profissionais" do seu gabinete a 25 grandes empresas interessadas em obter redução do IPTU. O esquema de fraude provocou um rombo de R$ 30 milhões nos cofres públicos e ressultou na exoneração de cinco funcionários da Secretaria Municipal de Finanças.
Dirani nega o envolvimento no esquema, mas admite que enviou cartas às 25 empresas. A Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada para apurar o caso sugeriu a cassação de Dirani. A proposta, porém, foi rejeitada na semana passada pelos vereadores que formaram a Comissão de Constituição e Legalidade. Inconformada com a decisão, a bancada do PT ingressou com pedido de reabertura do processo de cassação do vereador, mas até agora a presidência ainda não se posicionou a respeito.
No último final de semana, Dirani envolveu-se em outra confusão. O motorista André Ramatis Wanderley, que trabalha para a Câmara, acusa Dirani de tê-lo agredido durante uma viagem, sábado, para Marataízes, no litoral do Espírito Santo. A vítima registrou boletim de ocorrência na delegacia local. O presidente da Câmara determinou a abertura de uma sindicância para apurar a denúncia, que pode pesar na reabertura do processo de cassação de Dirani.


