São Paulo, 28 (AE) - A Câmara dos Vereadores está pronta para iniciar o processo que poderá resultar na cassação do prefeito de São Paulo, Celso Pitta. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estará formalizando, dentro de instantes, pedido de abertura de Comissão Processante para investigar as denúncias que pesam sobre Pitta. E 34 dos 55 vereadores já se posicionaram favorável ao acatamento desse pedido. Ou seja, já existe número suficiente para o processo ser iniciado e o futuro do prefeito ser decidido através do voto dos vereadores.
Pelo fato de este ser um ano eleitoral, as bancadas da Câmara dos Vereadores estão disputando o melhor espaço nessa questão. Mesmo vereadores aliados ao prefeito passaram para o lado da oposição. Com o baixo índice de popularidade de Pitta, ninguém quer perder pontos na sucessão municipal. O PMDB, por exemplo, fechou ontem posição favorável à abertura da Comissão Processante.
Alguns integrantes da bancada de vereadores do PMDB temem que "o palanque eleitoral deste ano seja utilizado apenas pelo PT", garante um peemedebista. Essa mesma fonte aposta que o número de adesão à instalação do processo de investigação de Pitta deve crescer. Afinal, todos já estão de olho nas urnas.
Pelo regimento interno, o presidente da Câmara dos Vereadores
Armando Mellão (PMDB), tem até cinco dias para ler o pedido em plenário. Ele, porém, garantiu que a leitura será feita hoje mesmo. A partir disso, forma-se uma comissão formada por sete vereadores, indicados pelas lideranças, que terá o prazo de 10 dias para analisar se a denúncia procede ou não. Se a denúncia for aceita, a matéria vai a plenário e pelo menos 33 vereadores têm que votar a formalização da denúncia em acusação.
A partir daí, é formada a Comissão Processante. Essa Comissão é composta por 7 vereadores e a escolha é por meio de votação. A partir daí, num prazo de até 90 dias, as testemunhas e os envolvidos nas acusações são chamados para depor. No final, os vereadores decidem se pedem ou não a cassação do prefeito. Se o pedido for aceito, serão necessários 37 votos para afastá-lo do cargo.