Washington, 30 (AE-AP) - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, votou hoje (30) pela suspensão do financiamento de uma polêmica escola militar, que tem sido criticada pelos abusos cometidos por alguns de seus graduados contra os direitos humanos na América Latina. A votação (230-197) ocorreu durante o debate sobre um projeto de lei referente a ajuda ao exterior, foi a primeira derrota sofrida pela Escola das Américas no Congresso norte-americano, desde que há uma década ativistas religiosos lançaram uma campanha para que fosse fechada. Antes disso, escola havia sobrevivido a outras quatro votações na Câmara. A aprovação da medida, que será tratada numa conferência do Senado sobre o projeto de lei para ajuda ao exterior, cortará em 10% os US$ 20 milhões previstos para o ano 2000 à escola, situada na base de treinamento militar de Fort Benning, próximo a Columbia, Georgia. O orçamento do Pentágono completa o restante dos fundos da escola. A votação representou uma importante vitória dos oponentes que, há anos, vêm argumentado que a escola deveria ser fechada porque
entre seus graduados, estão alguns dos piores assassinos e violadores dos direitos humanos na história da América Latina. "Tem sido uma longa e dura luta", disse o padre Roy Bourgeois, da ordem de Maryknoll, que lançou a campanha depois que graduados da escola foram vinculados com os assassinatos de seis jesuítas e duas mulheres em El Salvador, em 1989. Os que apóiam o funcionamento da escola de guerra sustentam que a grande maioria de seus graduados trabalham para promover os direitos humanos e a democracia na América Latina. "A escola tem corrigido sua atitude. A única coisa que ouvimos ano após ano são as atrocidades cometidas por graduados décadas atrás", afirmou o representante Sonny Callahan, presidente da subcomissão da Câmara sobre destinação para operações no exterior.

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