Imagem ilustrativa da imagem Câmara discute regulamentação do Uber
| Foto: Fernando Cremonez/CML
Na reunião com Rony Alves, o diretor de Políticas Públicas do Uber, Gabriel Petrus, garantiu que a empresa não tem o objetivo de concorrer com o táxi



Pouco avançou a reunião na tarde desta sexta-feira (22) entre um representante do Uber e o vereador Rony Alves (PTB), autor de um projeto de lei que visa regulamentar o transporte particular individual de passageiros em Londrina. A empresa, que já opera em 12 cidades do País, pretende oferecer o serviço de carona paga por aplicativo em Londrina. O maior entrave é a resistência oferecida pelos mais de 380 taxistas londrinenses, que acusam o serviço de concorrência desleal.
Ao contrário de outras cidades, onde foram registrados protestos de taxistas contra o Uber, a reunião na Câmara de Vereadores foi marcada pela tranquilidade. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Antonio Pereira da Silva, informou que a categoria foi orientada a não protestar agora para "não fazer propaganda gratuita para a empresa". No entanto, ele contou que os taxistas lançaram um abaixo-assinado para impedir a entrada do Uber em Londrina e prometeu lotar a Câmara caso a discussão siga adiante. "Não é justo. O taxista tem muitos gastos e muitas obrigações a cumprir. Não temos condições de enfrentar um serviço pirata", reclamou.
No dia 13 de julho, o vereador protocolou um projeto de lei que contempla várias reivindicações dos taxistas, como a parada rápida em fila dupla para embarque e desembarque de passageiros e a lavagem do veículo no próprio ponto em determinados horários. O artigo mais polêmico torna proibido o transporte remunerado de passageiros em veículos particulares por aplicativos não registrados na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O projeto ainda não passou pelas comissões para seguir para votação. Outro projeto de lei, mais específico em relação ao Uber e serviços similares, está sendo preparado pelo vereador e deve ser apresentado em setembro.
Na reunião, o diretor de Políticas Públicas do Uber, Gabriel Petrus, garantiu que a empresa não tem o objetivo de concorrer com o táxi, mas sim integrar as plataformas. Segundo ele explicou ao vereador, o público-alvo do aplicativo são os motoristas que possuem carro próprio, mas nem sempre querem tirar o veículo da garagem. Ele citou o exemplo de São Paulo onde, após um ano de funcionamento do Uber, os táxis ainda detêm a maioria dos passageiros.
Alves concordou em escutar as argumentações do diretor, mas avisou que estava reticente em relação à empresa. "Todo o dinheiro movimentado com o táxi fica na cidade. Teremos que analisar minuciosamente o que o Uber tem a oferecer", comentou. Ele quer que os motoristas do Uber sigam os mesmos critérios aos quais os taxistas estão submetidos. Além da questão econômica, Alves também ressaltou os prejuízos que os taxistas teriam com a concorrência do serviço. "O ponto positivo é que o diretor do Uber demonstrou interesse em regulamentar o serviço. Mas não vejo como isso pode funcionar de outro modo que não seja aquele ao qual os taxistas estão submetidos."

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