Câmara decide data da defesa de Marinho
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2000
Por Liege Albuquerque 
Brasília, 31 (AE) - A Mesa da Câmara reúne-se amanhã (01) para decidir a data de defesa do deputado Paulo Marinho (PFL-MA)
condenado três vezes por improbidade administrativa - mas mesmo assim assumiu seu cargo como parlamentar. Depois da defesa, atendendo artigo 55 da Constituição Federal, o deputado poderá ser cassado por decisão da própria Mesa, sem necessidade de passar pelo plenário. Marinho foi procurado pela reportagem hoje
mas não retornou os telefonemas.
A Mesa também irá determinar a data em que o pedido de suspensão de 30 dias do deputado Jair Bolsonaro (PPB-RJ) será julgado pelo plenário da Casa. O deputado deverá ser julgado por ter sugerido o fuzilamento do presidente Fernando Henrique Cardoso. Para o pedido ser aprovado serão necessários 257 votos.
Marinho, enquanto prefeito da cidade de Caxias, no Maranhão
foi condenado em três ações por improbidade administrativa. Ele foi acusado de provocar um rombo de R$ 40 milhões na prefeitura, além de responder a mais sete processos na justiça maranhense. As outras acusações vão de emissão de notas frias a apropriações indébitas.
Desde o ano passado, o juiz Milton Bandeira Lima, da Vara da Fazenda Pública de Caxias, declarou os bens do deputado indisponíveis. Um dos motivos na ação é de que, entre as operações irregulares autorizadas pelo ex-prefeito está a venda de ações da Petrobrás que pertenciam ao patrimônio do município. Foram arrecadados com a venda R$ 20,4 milhões, não repassados aos cofres da prefeitura.


