Câmara de Tremembé cassa prefeito
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de setembro de 1999
Por Simone Menocchi 
Tremembé, SP, 06 (AE) - A Câmara de Tremembé, no Vale do Paraíba (SP), cassou na manhã de ontem (05) o prefeito Mário Carneiro Leão (PV), depois que a juíza Renata Alves anulou o primeiro julgamento ocorrido em 24 de julho, quando o chefe do Executivo escapou da cassação em seis acusações, por apenas um voto. As seis irregularidades apuradas pela Comissão Processante (CP) desde março davam conta de que Leão faturava com notas falsas emitidas em viagens a Brasília, no Hotel Riviera; atrasava o pagamento de salário do funcionalismo; deixava de responder requerimentos da Câmara; lucrou R$ 32 mil em superfaturamento na construção de um posto de saúde, e permitiu a instalação da torre de telefonia celular sem licença da prefeitura. Em todas as acusações, pelo menos nove votos foram favoráveis à saída do prefeito, número suficiente para a cassação.
A sessão, que durou 20 horas, foi conturbada por paralisações e ausência dos vereadores Renato Vargas Júnior (PMDB), José Herculano (PFL) e Roberto de Moraes (PMDB), o que fez com que o presidente Décio Silva Azevedo (PFL) fosse ao Fórum de São José dos Campos (SP) pedir o aval do juiz Ricardo Pereira Júnior para continuar a sessão, convocando os vereadores suplentes Antônio Hermenegildo Pontes (PMDB), Carlos César Maurício (PMDB) e José João Resende (PFL). O advogado de defesa do prefeito, Luiz Carlos Pontes, entrará com recurso para que a sessão seja anulada. Ele apurou oito irregularidades, entre elas
a participação dos vereadores suplentes, desobedecendo o Regimento Interno.
Essa foi a terceira vez que Leão foi julgado por irregularidade na administração. Na história de Tremembé, a Câmara também cassou o prefeito Messias Nascimento de Lima, na época, do PMDB, em 1995, também por irregularidades administrativas.


