Marília, 24 (AE) - A Câmara de Presidente Epitácio, a 650 quilômetros de São Paulo, cassou na madrugada de hoje o mandato da ex-presidente da Casa, vereadora Dilse do Amaral Freire (PMDB), acusada da prática de diversas irregularidades administrativas. A cassação deu-se por dez votos a favor e quatro contra e o advogado da vereadora anunciou que pretende recorrer da decisão.
O processo de cassação do mandato foi instaurado em 22 de fevereiro, por determinação do presidente José Velloso Menezes, depois que o plenário aprovou denúncia formulada por um eleitor do município. Ao todo, haviam 12 acusações de irregularidades administrativas que teriam sido praticadas por Dilse, durante o mandato de presidente do legislativo, em 1997 e 1998.
Segundo a diretora-administrativa da Câmara de Presidente Epitácio, Marta Rosa de Azevedo Oliveira, a vereadora foi declarada culpada por emissão de cheques em duplicata, contratação irregular de uma faxineira, falta de licitação para contratação de serviços e aquisição de materiais e uso indevido da linha telefônica do Legislativo. Ao todo, os prejuízos alcançam R$ 25 mil. A vereadora foi absolvida das denúncias que a responsabilizaram pela prática de irregularidades na aquisição de uma bíblia, de sucos, sacos de lixo e copos descartáveis.
Hoje, o advogado Genival Alves Freire, ex-marido de Dilse, que a defende, anunciou que vai interpor mandado de segurança contra a decisão do Legislativo, pois considera que ocorreram diversas irregularidades durante a sessão que culminou com a cassação.
Dilse foi a mais votada nas últimas eleições do município e, em 1998, disputou, sem sucesso, uma vaga na Assembléia Legislativa.

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