Pereira Barreto, SP, 23 (AE) - A Câmara de Pereira Barreto, no Noroeste paulista, aprovou um projeto que reduz os salários e subsídios dos vereadores. De acordo com o vereador Paulo Cativa (PT), autor da proposta, os novos valores não afrontam os trabalhadores locais.
Na opinião de Cativa, a população economicamente ativa, entre os 26 mil habitantes do município, tem salário médio abaixo de três valores do mínimo nacional. Por causa disso, a partir da próxima legislatura, os vereadores vão ganhar 900 reais por mês e não R$ 4,7 mil, como chegaram a receber esse ano. A decisão unânime de aprovação por parte dos 17 vereadores também derrubou o salário do presidente da Câmara, que, em vez de ganhar R$ 5,2 mil, como acontece hoje, ficará com R$ 1,5 mil mensais.
Falta um acordo para reduzir o salário do prefeito Washington Luís de Oliveria (sem partido), que se manifestou favorável à iniciativa, embora ela só entrará em vigor no próximo mandato. Os vencimentos do chefe do Executivo devem ser reduzidos de R$ 6 mil para R$ 3 mil. São necessárias 12 assinaturas para aprovação da lei, mas Cativa conseguiu nove até agora.
Além da redução dos salários, Cativa diz que obteve sinal verde dos colegas para apresentar um outro projeto. É o que reduz de 17 para nove o número de vereadores no Legislativo. A quantidade atual foi determinada quando Pereira Barreto ainda possuía dois distritos, Ilha Solteira e Suzanápolis, agora emancipados e independentes. A população de 80 mil pessoas caiu em mais de 70%, mas o número de funcionários públicos e vereadores parmeceu o mesmo.
Oliveira contratou uma empresa para elaborar o primeiro projeto de reforma administrativa de Pereira Barreto, após a redução territorial. Um dos desafios será diminuir de 990 para menos de 500 o número de servidores municipais. A finalidade principal da reforma, segundo Oliveira, é recuperar a capacidade financeira da prefeitura, que, atualmente, realiza despesas sem retorno para o contribuinte. Com orçamento de R$ 15 milhões por ano e uma máquina enxuta, Oliveira garante que sobraram recursos para educação, saúde e turismo, que são as prioridades da administração dele. Só com a redução dos salários dos políticos serão economizados R$ 505 mil por ano ou o equivalente a um mês da folha de pagamento dos servidores.

mockup