Imagem ilustrativa da imagem Câmara de Londrina entra na discussão sobre fim dos anos iniciais no Colégio Aplicação
| Foto: Ricardo Chicarelli/Folha de Londrina



A Comissão de Educação, Cultura e Desporto da CML (Câmara Municipal de Londrina) vai defender que a oferta dos anos iniciais do Ensino Fundamental no Colégio Aplicação permaneça sob responsabilidade da Seed (Secretaria Estadual de Educação). Em reunião na tarde desta quarta (16), no Legislativo, foi decidido que uma carta direcionada à governadora Cida Borghetti (PP) mantenha o ensino como está.

O Colégio Aplicação pertende à UEL (Universidade Estadual de Londrina) e é mantido por termo de cooperação com a Seed - enquanto a instituição de ensino superior custeia a infraestrutura, oa secretaria estadual fornece o professores para os ensinos Fundamental e Médio. Entretanto, segundo a pasta, PGE (Procuradoria-Geral do Estado) questiona o custeio dos professores do 5º ao 5º ano do Ensino Fundamental (EF I), hoje mantido pelas redes municipais de educação. O convênio com o Estado para todos os anos está mantido para este ano, mas, para 2019, "o posicionamento da PGE dá indícios de que, para 2019, o convênio entre o colégio e a Seed seja renovado somente para o ensino fundamental II (sexto ao nono ano e ensino médio), cabendo à instituição firmar convênio com o município para atender ao alunos do primeiro ao quinto ano", informou a assessoria da comunicação da Seed.

O presidente da comissão parlamentar, Amauri Cardoso (PSDB) - que é diretor de escola estadual - ressalta os impactos do fim do convênio para os londrinenses e os prejuízos para o ensino. "(O colégio) É um importante espaço de aplicação dos cursos da universidade. Além disso, com o fim do convênio, serão alunos que precisarão ser absorvidos pela rede municipal", diz o tucano.

A comissão de educação vai convocar reunião pública com representantes do colégio, da UEL e da Seed para "descobrir qual a real intenção da universidade e da governadora". Para ele, o tempo é curto porque o convênio termina este ano. "É preciso fazer o mais rápido possível para mensurar qual seria o impacto e tentarmos encontrar a solução sobre como resolver este impasse para ano que vem", diz o vereador, para quem "deveria continuar o que está dando certo".

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