Itapeva, SP, 13 (AE) - A Câmara de Itapeva, a 280 quilômetros de São Paulo, rejeitou hoje projeto de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) que propunha redução no número de vereadores para a próxima legislatura. O vereador Antônio Marmo Fogaça (PSDB), autor da proposta, pretendia reduzir de 19 para 15 o número de integrantes da Câmara para reduzir os gastos do dinheiro público. "É a população que paga os salários e as outras despesas dos vereadores", disse. Segundo ele, a cidade não perderia nada se "enxugasse" a Câmara, embora o quadro atual esteja de acordo com Constituição Federal. "A Constituição permite, para Itapeva, com população de 80 mil habitantes, até 21 vereadores, mas isso não significa que a Câmara precise ter a composição máxima permitida", argumentou.
Para ser aprovada, a emenda teria que ser aceita por 13 vereadores, mas apenas sete votaram a favor. A vereadora áurea Aparecida Rosa (sem partido), uma das que votaram pela aprovação
disse que foi uma tentativa de recuperar a imagem do Legislativo, afetada pelos escândalos que ocorrem na Capital. "Alguém precisa dar o primeiro passo para reduzir o peso que o gasto público representa para a população." Segundo a vereadora
a Câmara consome R$ 130 mil por mês da receita municipal, que é de R$ 1,6 milhão mensal. Cada vereador, além do salário de R$ 2 5 mil em média, tem direito ao uso de telefone, carro e funcionários. Ela fez as contas e chegou à conclusão de que, com a redução de quatro vereadores, a economia seria superior a R$ 20 mil por mês. "Não tivemos nem o apoio dos vereadores do PT"
reclamou.

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