Câmara de Andradina aprova aumento para 4 servidores
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segunda-feira, 17 de maio de 1999
Por Antônio José do Carmo 
Andradina, SP, 18 (AE) - A Câmara de Andradina, no interior de São Paulo, aprovou na noite de ontem (17) um projeto de lei da prefeita Edna Brito (PRP) aumentando em 80% os salários de apenas quatro servidores municipais sem qualificação.
Os demais 1,1 mil empregados da prefeitura, que vão ter reajuste de 7%, estão indignados com o reajuste. O primeiro protesto foi do presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, José Mário Dias, para quem a discriminação é uma atitude que desestimula os demais funcionários e cria diferenças injustas de salários. Segundo Dias, as remunerações especiais também estão atingindo professores da rede municipal de ensino. Em 1998, a prefeitura deu a eles, no fim do ano, abono de R$ 3 mil e, em 1999, a previsão é de que a quantia chegue a R$ 5 mil. Para o presidente do sindicato, "esse presente é incompetência da administração, que não gastou direito os 20% obrigatórios com a educação e, para fechar a conta, descarrega o dinheiro da forma mais fácil e demagógica".
Um dos beneficiados com o novo aumento é o assessor Sérgio da Rocha Rúbio, apontado como testemunha-chave da Comissão Especial de Inquérito (CPI) que apura irregularidades da administração. Rúbio é almoxarife, com remuneração especial. Há cinco anos, quando foi contratado, o salário básico dele era de 313,20 reais. Com horas extras permanentes e gratificações, passou a receber 564 reais. Agora, com o aumento excepcional, Rúbio deverá ganhar R$ 1.269,00 mensais. Esse valor supera até mesmo o salário do chefe do Departamento Pessoal, Sebastião Pereira Filho, que ganha 990 reais e tem mais de 30 anos de serviço público.
Vereadores da oposição, como Fernando Demário dos Santos (PFL), dizem que o aumento não tem critério fundamentado e que a atitude da prefeita refleta interesses ocultos. A prefeita não concorda e afirmou que "a municipalidade, como de resto toda a nação, vê-se na imperiosa necessidade de efetuar cortes e despesas supérfluas ou desnecessárias para equilibrar o seu orçamento e utilizar o dinheiro público com racionalidade e parcimônia".


