Campinas, SP, 10 (AE) - A Câmara Municipal de Americana (SP) aprovou, ontem (09), por unanimidade, a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar suspeitas de irregularidades no contrato firmado entre a prefeitura e a empresa Vila Nova, responsável pela coleta de lixo na cidade. O trabalho será coordenado por dez vereadores, que têm prazo de 180 dias para concluir as investigações.
A proposta para instalação da CEI foi apresentada pelo vereador Davi Evangelista de Oliveira (PPS). Segundo ele, a empresa teria sido contratada sem o processo de licitação. De acordo com Oliveira, a própria prefeitura já teria apontado irregularidades no contrato. "Além disso, a população não está satisfeita com o serviço", diz o vereador.
A irregularidade mais citada refere-se a varrição de ruas. O contrato com a prefeitura prevê que a empresa receberá pela quantidade de metros varridos. Nos relatórios apresentados pela Vila Nova, porém, segundo o vereador, constam varrições em ruas que ainda são de terra. A assessoria do vereador não soube informar quanto a prefeitura paga por mês à empresa.
O contrato, de acordo com Oliveira, também prevê que a Vila Nova mantenha uma equipe para coleta de lixo e outra para manutenção do aterro sanitário. Porém, a empresa, diz ele, conta apenas com uma equipe para os dois serviços. "A prefeitura está pagando a mais do que deveria", afirma o vereador, que integra a base de sustentação ao prefeito Waldemar Tebaldi (PDT).
Até o final de 1997 o serviço de coleta de lixo era feito pela Prodan, uma empresa de economia mista cujo maior acionista é a prefeitura. A empresa, porém, entrou em processo de liquidação e, com a sua liquidação, a Vila Nova foi contratada em caráter emergencial. A direção da Vila Nova informou que só vai se pronunciar depois que a prefeitura concluir o relatório sobre as supostas irregularidades.

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