Brasília, 20 (AE) - O uso do silicone líquido em cirurgias plásticas deverá ser proibido em todo o País se o Senado apoiar decisão do plenário da Câmara, que hoje aprovou um projeto de lei que estabelece normas para o uso médico das próteses de silicone. O silicone proibido para cirurgias plásticas é o mesmo que se usa para polir painéis de carros.
O projeto, do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), estabelece que as embalagens do produto "silicone líquido", encontradas em qualquer supermercado, deverão conter a advertência de que é prejudicial ao ser humano, o que não acontece hoje.
O deputado contou que a idéia da lei surgiu ao ter sido observado que há denúncias de médicos que vêm usando o silicone impróprio em cirurgias, além de pessoas que têm comprado o produto facilmente em supermercados. "Daí, ao injetar nos seios
nádegas ou rosto, por conta da toxidade do produto, ganham sequelas irreversíveis", disse. As principais atingem o tecido conjuntivo, provocando doenças como artrite reumatóide, erupções ou síndrome de Sjorguen.
Se o projeto for aprovado pelo Senado, nas operações plásticas o emprego de prótese de silicone só será permitido em gel próprio para fins cirúrgicos, coberto por uma capa porosa que não rompe com o tempo. Só será permitido o uso do silicone que obedecer à prescrição médica para a aquisição, se o produto tiver registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária e for aplicado por profissional devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM).

mockup