Foi aprovado ontem, em votação simbólica na Câmara, o projeto de lei que reajusta os salários dos professores das universidades federais. O aumento será de 13,2% a partir de fevereiro de 2002. A verba destinada será de R$ 341 milhões. O projeto segue em regime de urgência para o Senado.
A votação do projeto acaba com a greve da categoria, que começou no dia 22 de agosto. O Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) convocou para amanhã uma rodada nacional de assembléias para ratificar o final da greve. O sindicato indicará às seções regionais que retomem as atividades acadêmicas na próxima segunda-feira. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) também recomenda às universidades a volta imediata às aulas. Porém, a data de retorno dependerá de cada universidade.
Segundo o presidente do Andes, Roberto Leher, ''o calendário de reposição será discutido para cada universidade e pode ser que algumas decidam voltar agora, mas outras só no próximo ano''.
De acordo com Leher, apesar da greve ter ultrapassado os cem dias, o resultado final foi positivo pois os professores conseguiram ter a maioria de suas reivindicações atendida. Para ele, o governo demonstrou não ter compromisso com a educação ao atrasar o envio do projeto de lei para o Congresso.
Para o relator do projeto, deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS), os professores conseguiram uma vitória, pois a proposta original do governo era liberar apenas R$ 250 milhões e o Andes conseguiu R$ 341 milhões. A primeira proposta do sindicato exigia uma verba de R$ 350 milhões, somente R$ 9 milhões acima do que prevê o projeto aprovado.

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