Câmara Americana prevê crescimento de 3% para o Brasil no ano 2000
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segunda-feira, 20 de dezembro de 1999
Por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 20 (AE) - Um estudo desenvolvido pelas Câmaras Americanas de Comércio da América Latina prevê que a economia brasileira cresça cerca de 3% em 2000; a do México, 5%; e da Argentina, 4%. Um dos menores crescimentos econômicos previstos para é o da Colômbia, com 1,5%. O estudo analisa a situação da Argentina e conclui que a recuperação da economia daquele país começou timidamente no final do ano, e fará o desemprego cair de 17% para 15%. Além disso, assinala, pode haver um crescimento da inflação. Sem corte de gastos, o déficit público chegará a US$ 10 bilhões, argumenta. O estudo ressalva que o presidente Fernando de La Rua manterá a paridade cambial.
Sobre o Brasil o trabalho, realizado pelo Comitê de Economia da Câmara Americana de São Paulo, projeta um cenário conservador, levando em conta um fator chave: se a inflação subir, o governo terá que elevar os juros. Economistas da Câmara projetam uma taxa de inflação entre 8% a 12%, sendo que a meta negociada com o FMI é de 6% com possibilidade de ter um acréscimo de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Se o BC elevar os juros, o crescimento econômico ficará em 3%. "É provável que o dólar chegue a R$ 2,05. O déficit fiscal deverá cair para 4%", diz o estudo.
O mesmo estudo ressalta que o Paraguai busca recuperação
após quatro anos de recessão. Seu crescimento previsto é de zero, "e sua evolução depende do bom uso dos recursos externos que receber". Salienta que "o PIB da Venezuela pode ser diminuido em até 7%. Espera-se que haja uma recuperação no ano 2000, com um cenário político mais tranquilo. A grande pergunta é se o presidente Hugo Chávez conseguirá dar fôlego ao pequeno surto de crescimento econômico".
Quanto ao México, o estudo das Câmaras Americanas Latinas diz que "não há garantia de que o ano de 2000 será tranquilo, mas a administração realiza políticas econômicas acertadas para fazer a transição para a nova presidência", salienta. "O peso deve ser desvalorizado em 18%. As metas fiscais podem ser alcançadas, como resultado de altas no preço do petróleo e de mudanças na metodologia fiscal. A economia deverá crescer 5%", conclui.


