numa situação de emergência, tendo depois que ser ressarcido. Nove dos 11 vereadores optaram pelo seu afastamento até que o caso seja investigado. O prefeito Caram foi afastado com o voto de oito vereadores sob a acusação de possível conivência, pois era o presidente do hospital, segundo o vereador Oscar Pavan (PFL), um dos que votaram a favor do afastamento. "Ele poderá retornar ao cargo se conseguir uma liminar da Justiça", disse. A Câmara formou uma comissão processante, integrada pelos vereadores Ancelmo Martellini (PSDB), como presidente, Agenor Luis de Souza (PMDB), como relator e Kallil Chaguri (PTB) como membro para tentar a cassação definitiva dos acusados. O prefeito e o vereador ainda serão notificados para apresentar defesa prévia. Valdrighi e Caram não foram encontrados hoje. O advogado do vereador, João Francisco, considerou o afastamento arbitrário e tentará reverter a decisão da Câmara na Justiça. O afastamento do prefeito surpreendeu os meios políticos locais. Familiares disseram que foi uma jogada política para tentar impedir uma eventual candidatura de Caram à reeleição.Por José Maria Tomazela Conchas (SP), 15 (AE) - A Câmara de Conchas afastou por tempo indeterminado o prefeito José Miguel Caram (PSDB) e o vereador Elias Valdrighi (PFL) por suspeita da prática de atos de improbilidade administrativa. A sessão foi realizada ontem (14) à noite. Valdrighi é acusado de ter depositado em sua conta bancária um cheque no valor de R$ 1.680,00 emitido pela prefeitura, para pagamento de despesas do Hospital Municipal de Conchas, do qual era diretor administrativo. Ele se defendeu alegando que pagava do próprio bolso as despesas

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