Câmara adia votações para depois da Páscoa
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segunda-feira, 17 de abril de 2000
Por Cida Fontes e José Ramos 
Brasília, 18 (AE) - Os líderes da base aliada do governo na Câmara, reunidos hoje no gabinete do presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), decidiram não votar nenhuma matéria amanhã (19), no plenário, transferindo as votações para terça-feira (25). Amanhã, a estratégia governista será tratar dos trabalhos das comissões técnicas.
Os líderes não conseguiram, esta semana, mobilizar suficientemente suas bancadas para viabilizar as votações. O líder do PFL, deputado Inocêncio Oliveira (PE), justificou a estratégia adotada, sustentando que os dois projetos - pisos estaduais de salários e estrutura administrativa das agências reguladoras - são muito importantes para o governo arriscar uma votação sem a certeza de quórum, ainda mais com a manobra da oposição de obstruir todas as votações, enquanto não for votada a medida provisória do salário mínimo.
Com relação à votação da MP do mínimo, Inocêncio informou que ainda não há acordo do partido com os demais partidos da base governista. Se permanecer esta situação, o PFL, segundo ele
votará a favor de um mínimo de R$ 177,00. Ele informou, também, que o deputado Luiz Antônio de Medeiros (PFL-SP) está com com uma nova proposta, para que o governo se comprometa a conceder aumento real ao mínimo nos próximos dois anos, levando em conta o equilíbrio fiscal do País. A proposta, no entanto, segundo Oliveira, ainda não foi discutida na base do governo nem no próprio PFL.


