São Paulo, 10 (AE) - A Câmara Municipal adiou para a próxima semana a votação do projeto de lei que cria a Corregedoria da Câmara Municipal e o Código de Ética dos Vereadores. A votação foi atrasada pela falta de consenso sobre os integrantes da futura Corregedoria.
No projeto original, aprovado em primeira votação em agosto do ano passado, a Corregedoria seria formada pelos membros da Mesa Diretora. Um substitutivo apresentado pelo vereador Wadih Mutran (PPB) prevê a formação de um colegiado de 11 vereadores escolhidos de acordo com a proporcionalidade dos partidos representados na Câmara.
Após intensas discussões entre os líderes das bancadas, surgiu uma terceira alternativa: um conselho de quatro vereadores liderados pelo segundo secretário da Mesa Diretora, que seria o corregedor. "O problema é definir como seriam escolhidos esses quatro vereadores", disse Viviani Ferraz (PL).
Para Miguel Colasuonno (PMDB), a divisão poderia ser de acordo com os partidos. "Cada partido indicaria um membro, que seriam substituídos a cada ano", sugeriu Colasuonno. "A legenda que não for contemplada em um ano será no outro", completou, ao lembrar que o número de partidos deve ser maior que o de vagas na futura Corregedoria.
Suspeitos - Outra ponto polêmico refere-se aos vereadores que já estão sendo investigados pela Polícia Civil, Ministério Público Estadual (MPE) e a própria Câmara. Segundo vereadores que não quiseram se identificar, colegas suspeitos de participação em esquemas de propinas da máfia dos fiscais temem ser investigados mais uma vez na Câmara.
Segundo Ferraz, após a criação da Corregedoria, os vereadores devem trabalhar em cima de outros projetos considerados prioritários, como a participação da Prefeitura na construção do Rodoanel e o do São Paulo Tower Center. O projeto da torre que será construída no centro é complexo, pois envolve, entre outras questões, a mudança de zoneamento na região e a transferência da Zona Cerealista para um terreno próximo do Rodoanel.

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