CALVÍCIE FEMININA - Estresse é principal causa da queda capilar
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de julho de 2007
Lola Felix 
As folhas que caem das árvores no outono inspiraram o dermatologista Ademir Carvalho Leite Júnior na escolha de um título para seu livro sobre calvície feminina. Mas, além de culpar o frio pela queda capilar, ''É Outono Para Os Meus Cabelos'' (MG Editores) mostra histórias de mulheres que enfrentaram o problema e fala dos diversos tipos de calvície: por estresse, genética ou falta de cuidados (fazer chapinha todo dia, usar xampu errado, tintura em excesso, entre outras maldades cometidas contra os fios).
O outono é crítico por vários motivos. Apesar de as madeixas sofrerem mais com o calor, só três meses após o verão é que isso terá repercussão. Em dezembro as pessoas se sentem tensas com as promessas do ano novo e em abril, o cabelo reclama.
O tricologista (especialista em cabelos) elege o estresse como a causa número um da queda. Em seguida, vêm fatores como complicações na gravidez, uso de medicamentos (como antidepressivos) e dietas radicais.
A dona de casa Lina Kubo, 60 anos, viu seu cabelo cair aos tufos após fazer um regime que excluía carboidratos. O primeiro médico que ela procurou não averiguou as razões da queda, e o medicamento não funcionou. ''É preciso fazer o tricograma, exame que avalia a raiz dos fios'', diz Júnior. Depois de fazer reposição com vitaminas, Lina recuperou os fios.
O dermatologista Arthur Tycocinski, da Sociedade Internacional de Transplante Capilar, diz que a calvície feminina atinge até 50% das mulheres após os 50 anos de idade. No passado, o problema era resolvido com perucas, mas hoje a vaidade não permite tal artifício. E nem é preciso esperar a primavera para ''florir''. Os tratamentos, feitos com medicamentos ou implantes, podem ser realizados a qualquer momento. E funcionam bem.


