Calvície atinge 40 milhões de homens
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Adriana Bifulco<br>Agência Estado 
Existem homens que começam a desenvolver a calvície aos 17 anos, uma maior parte -cerca de 80% - entre os 24 e 26 e uma minoria a partir dos 30. Hoje, no Brasil, há cerca de 40 milhões de homens com esse problema.
De acordo com Valcinir Bedin , tricologista (especialista em cabelos) e presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo, a calvície (alopecia genética) não se caracteriza apenas como uma simples queda dos cabelos. ''Acontece a diminuição do tamanho dos fios, dando a impressão de rarefação.''
''A calvície tem um componente genético muito grande'', explica o especialista. ''Assim, o indivíduo que tem o pai e o avô calvo pode começar a perder os cabelos entre 20 e 40 anos. Mas 15% dos calvos começam a ficar dessa forma antes dos 18'', afirma Bedin.
Quem estiver com receio de estar sofrendo desse mal deve procurar um profissional. O diagnóstico é clínico e laboratorial. ''A parte clínica é feita examinando-se o couro cabeludo e a distribuição dos cabelos'', diz Bedin. ''O indivíduo calvo tem um padrão de distribuição dos fios que faz um desenho específico, formando as entradas e a área calva no topo da cabeça, chamada de córtex''.
No consultório, o paciente pode receber orientação para usar medicamento tópico ou oral. Os tópicos, de acordo com o doutor Bedin, são o monoxidil e o 17 alfa estradiol. ''Ambos têm uma atuação limitada, pois não conseguem ser absorvidos totalmente pelo couro cabeludo. Por outro lado, não apresentam efeitos colaterais, a não ser o inconveniente de terem de ser usados todos os dias. Já os orais são a finasterida e a serenoa repens'', explica.
O primeiro é bloqueador de uma enzima que transforma o hormônio testosterona em dihidrotestosterona (DHT), que é a substância responsável pela miniaturização dos fios. O segundo é fitoterápico, extraído de uma palmeira encontrada na América Central e também têm a mesma função. ''Ambos podem diminuir a libido em alguns homens'', avisa Bedin.


