Calor para reequilibrar energia
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de setembro de 2006
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Ao invés de agulhas, calor. Este é o princípio da moxabustão, terapia que, assim como a acupuntura, busca reequilibrar energeticamente a pessoa. A falta de equilíbrio energético, explica o professor Hirashi Kaneshiro, presidente da Associação Nipo-Brasileira de Acupuntura e Terapias Holísticas (ANBATH), repercute no corpo em forma de patologias. Ele esteve em Londrina, na última semana, ministrando um dos módulos do curso de massoterapia do Instituto de Pesquisa em Bioenergética (Ipesbe).
Para produzir o calor, que será aplicado nos pontos de acupuntura, é utilizado um bastão feito de uma planta chamada artemísia vulgaris. O bastão é chamado de moxa, daí o nome da terapia. Uma das pontas da moxa é acesa e aplicada. A aplicação na pele pode ser direta ou indireta, dependendo da sensibilidade da pessoa. Kaneshiro explica que não é possível ver, mas o que está agindo são os raios infra-vermelhos, que ativam os pontos e reequilibram o organismo.
A terapia é indicada, segundo Kaneshiro, para tratar casos de cansaço, estresse, tonturas, falta de apetite, obesidade e enfermidades mais comuns, causadas pela baixa imunidade. ''Ela fortalece o organismo, aumenta as defesas imunitárias, aumenta o humor e diminui a depressão'', afirma.
O tratamento, ressalta, é feito a médio e longo prazo. ''Não é como alopatia, que você toma uma pílula e a dor some. Mas a vantagem é que é mais seguro, porque não tem efeitos colaterais'', afirma.
Kaneshiro explica que assim como as agulhas, a moxa também faz parte da acupuntura na medicina chinesa. ''Mas no ocidente, as agulhas ficaram mais conhecidas'', diz. A moxa é usada geralmente em regiões com clima mais frio, e as agulhas, em climas mais quentes. ''Mas moxa e agulha podem ser usadas conjuntamente''.
O professor também trabalha com iridologia, um método que através do exame da íris ajuda no diagnóstico de doenças. Ele explica que nessa região do olho há pontos correspondentes a cada parte do corpo, e que manchas em determinados locais dão ''pistas'' de patologias que a pessoa pode ter ou desenvolver.
Mas há uma ressalva - só o exame da íris não pode servir como diagnóstico, já que a marca na íris pode ser resultado de uma doença que o paciente teve e já foi curado. ''Às vezes, a marca fica para sempre, por isso o diagnóstico tem que ser complementado com o que o paciente fala'', afirma. Os sinais também podem indicar propensão para determinadas doenças, mas que podem não se manifestar, se houver prevenção.
A iridologia teve origem curiosa. Ainda criança, Ignatz Von Peckezely, que viria a se tornar médico, viu uma coruja cair em seu quintal. Ao capturá-la machucou sua pata, e notou o aparecimento de uma mancha nos olhos da ave. Já formado, e examinando soldados feridos em campos de batalha relacionou manchas nos olhos a locais onde estavam as lesões. A partir disso, aprofundou os estudos e criou o primeiro mapa da íris.
Serviço:
Mais informações sobre as terapias no Ipesb através do telefone (43) 3028-6947


