Calor faz consumo de água aumentar 9%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de fevereiro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O forte calor registrado no mês de janeiro, com temperaturas acima da média, proporcionou uma explosão do consumo de água em Londrina. De acordo com a Sanepar, no primeiro mês do ano o consumo cresceu 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No sábado, dia 1, o consumo foi recorde e atingiu 206 milhões de litros, bem acima da média registrada na primeira quinzena de janeiro, que foi de 167 milhões de litros por dia.
Apesar do alto consumo, que exigiu uma produção 23% maior no fim de semana, a Sanepar garantiu que não houve falta de água em Londrina. "Normalmente trabalhamos com um crescimento entre 2% e 3% de um ano para o outro em virtude de novas ligações. O que pode acontecer em alguns locais é a queda da pressão da água, quando há muitas pessoas consumindo ao mesmo tempo. Mas são situações pontuais", afirmou Carlos Roberto Pinto, gerente Geral da região Nordeste.
As altas temperaturas exigem cuidado com as atividades físicas feitas ao ar livre. Nas escolas municipais, onde o ano letivo foi iniciado ontem, a orientação da Secretaria de Educação é que as aulas de educação física sejam realizadas somente em quadras cobertas ou em locais com sombra. Das 110 unidades da rede municipal, oito não possuem quadras com coberturas e por isso usam espaços alternativos. "Não trabalhamos com as crianças no sol de maneira nenhuma. As atividades recreativas são feitas nas próprias salas ou em ambientes com árvores e mais frescos. Até na hora da formação das filas, na entrada ou na volta do intervalo, evitamos a exposição ao sol", relatou Adriana Belisário da Silva, diretora da Escola Municipal José Osken de Novaes, no Jardim Bandeirantes, zona oeste.
No Colégio Carlos da Costa Branco, no Jardim Piza, zona sul, onde estudam 550 alunos, a reclamação é com a falta de ventiladores nas salas, o que poderia ajudar a amenizar o calor. No fim de semana, a direção da escola promoveu um mutirão, com a presença dos pais dos estudantes, e realizou o conserto de alguns aparelhos e também ergueu uma cobertura em uma parte do pátio para aumentar o espaço coberto para as crianças. "Temos alguns salas ainda com ventiladores quebrados, como a de informática, que está com dois aparelhos a menos. Além do calor excessivo isso pode danificar os computadores também. Aguardamos também a instalação de mais um bebedouro para atender melhor os alunos", apontou o diretor Amauri Pereira Cardoso.
A Secretaria de Educação informou que não recebeu nenhuma notificação de escolas reclamando da estrutura das unidades. E ressaltou que qualquer problema apresentado será prontamente verificado pela diretoria de Estruturas.
Sem chuva
E de acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, as altas temperaturas no Paraná vão continuar e até o fim de semana não há previsão de chuvas volumosas. "A semana toda será quente e teremos apenas chuvas isoladas e de curta duração. Grandes áreas de precipitações estão descartadas", frisou o meteorologista Reinaldo Kneib. Em janeiro choveu apenas 116 milímetros em Londrina, muito abaixo da média histórica para o mês, que é de 218 milímetros. "Como há pouca circulação de ar a umidade da região amazônica não chega até o Sul e as frentes frias que vêm da Argentina se deslocam direto para o oceano".
E o calor deve bater um novo recorde hoje em Londrina para o mês de fevereiro. Segundo o Simepar, os termômetros podem chegar aos 36º C. A maior temperatura registrada na cidade em fevereiro foi 35,9º C em 2002.
Em janeiro as temperaturas máximas também ficaram acima da média na cidade. Na sexta-feira, dia 31, os termômetros bateram recorde de 35,2º C, a maior temperatura para o mês desde 2006.


