Calor e sede intensa em pleno inverno
Em julho de 2009 os termômetros registraram dias de intenso frio na cidade de Congonhinhas (Sul de Cornélio Procópio). O cenário gélido, principalmente no anoitecer, era convidativo para uma sopa ou até mesmo um chocolate quente. Mas não era isso que acontecia com a dona de casa Selma Gomes Pereira Conde, 33 anos. ''Comecei a ter sede, e sede de água gelada, em pleno inverno. Enquanto todos procuravam por algo quente para beber ou comer, eu levantava no meio da noite para comer gelo. O frio era intenso. Mesmo assim eu sentia como se meu corpo estivesse queimando por dentro e precisava de algo me esfriasse'', conta.
Depois de todos esses sintomas Selma passou a investigar o que poderia estar causando tamanho desconforto. Foram vários exames e algumas consultas para a descoberta do diabetes insipidus. ''Quando descobri que estava com esse tipo raro de diabetes, consumia mais de 10 litros de água por dia.''
Apesar de já ter descoberto a doença, seu diagnóstico ainda não foi completamente definido. ''Estou em constante observação, os médicos ainda não conseguiram diagnosticar qual é o tipo de diabetes insipidus que tenho. Meu caso é um mistério porque os médicos não entendem a retenção do líquido e depois de medicada meu peso estacionou, não engordo e nem emagreço'', ressalta ela, que ainda explica que se fica sem o medicamento, toma água em abundância.
''Minha boca seca e fica com um gosto muito estranho que não tem como descrever e vou de cinco em cinco minutos no banheiro, além de sentir muito cansaço e desânimo'', conta.
O medicamento que Selma inala é o acetato de desmopressina (DDAVP). Fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes acometidos por Diabetes Insipidus que não tenham condições de compra. A reportagem apurou que cada frasco com 2,5 ml custa em torno de R$ 200.(K.A.)





